CEFALEIA

A cefaleia ou dor de cabeça é causa importante na diminuição da qualidade de vida e falta ao trabalho.

Existem diversas etiologias e classificações. Dividimos em cefaleias primárias: enxaqueca, tipo tensional, trigêmino-autonômicas e outras. E cefaleias secundárias: pós-trauma, alteração vascular, tumor, entre outras.

Além disso, precisamos diferenciá-las das neuropatias cranianas dolorosas e outras dores faciais. Deve-se buscar um diagnóstico correto para escolher o tratamento adequado para o tipo de cefaleia de cada paciente.

A maioria pode ser manejada com medicação e mudanças no hábito de vida. Em alguns casos, podemos lançar mão de procedimentos intervencionistas minimamente invasivos, como bloqueios cervicais, bloqueio do gânglio esfenopalatino, entre outros.

DOR CERVICAL

A dor cervical é uma queixa comum, principalmente entre as mulheres. Ela pode ser referida na região da cabeça e couro cabeludo, sendo uma das causas de cefaleia, ou na região do trapézio e cintura escapular, gerando dores musculares crônicas.

Pode ser localizada na própria região do pescoço, sendo uma das causas de torcicolo. Sua origem pode estar na má postura, fraqueza muscular, profissão, esportes praticados (movimentos repetitivos) ou idade (degeneração e desidratação discal).

Seu diagnóstico é essencialmente baseado no exame físico, sendo o exame de imagem utilizado para exclusão de outras doenças.

Dentre os tratamentos conservadores disponíveis podemos citar a realização de fisioterapia e exercício físico orientado, acupuntura e medicamentos.

Os procedimentos intervencionistas são bem indicados nos quadros mais graves, ou nos que não obtém melhora com tratamentos conservadores. Sendo estes os procedimentos intervencionistas minimamente invasivos, como bloqueios diagnósticos, infiltrações articulares e rizotomias (radiofrequência).

OSTEOARTRITE DE JOELHO

É uma doença crônica de alta prevalência que causa danos ao paciente, gerando muita incapacidade com alto custo, tanto para o doente quanto para a sociedade. Usualmente acomete pessoas acima dos 60 anos, podendo ocorrer em pacientes mais jovens. Muitos pacientes acima dos 65 anos apresentam sinais de osteoartrite na radiografia, o que não significa que sejam sintomáticos, ou seja, que sintam dor ou que precisem de tratamento. Muitas vezes a dor não é originária da articulação em si, mas sim das estruturas adjacentes que dão suporte a ela, como tendões e ligamentos. Um exame físico adequado é capaz de esclarecer a fonte da dor e direcionar o paciente para o tratamento analgésico adequado, que é fundamental para sua reabilitação, permitindo que o mesmo realize a fisioterapia e consequentemente o fortalecimento.

DOR FACIAL

A dor orofacial afeta cerca de 7% da população. A sua abordagem inicial é usualmente realizada por dentistas e médicos generalistas, e somente em um segundo momento por médicos especializados, o que por muitas vezes atrasa o tratamento correto. A maioria das dores orofaciais são constantes, devendo ser diferenciadas das dores chamadas episódicas, uma vez que o tratamento de uma difere completamente do tratamento da outra.

A dor pode ter origem miofascial (proveniente dos músculos), articular (articulação têmporo-mandibular), neuropática (trigêmeo, glossofaríngeo), infecção, tumores, dentre outras causas. O diagnóstico adequado é fundamental para a escolha do tratamento.

Dores trigeminais típicas, que ocorrem em choque, com períodos de crise e com gatilhos específicos, como escovar os dentes, mastigar, pentear os cabelos, dentre outros, possuem tratamento distinto dos pacientes que possuem dor constante, de forma contínua.

Em relação aos tratamentos, podemos citar as terapias medicamentosas, cuja resposta varia de paciente para paciente; fisioterapia facial especializada; bloqueios/infiltrações musculares (anestésico local, botox); radiofrequência e descompressão do trigêmio; bloqueio de gânglio estrelado e esfenopalatino. Cada caso precisa ser avaliado individualmente para a escolha do melhor tratamento.

DOR LOMBAR

A dor lombar é uma das maiores causas de procura por serviços médicos. Ela pode ter diversas etiologias, podendo ser proveniente das articulações lombares, como as facetas e articulações sacroilíacas, músculos, discos intervertebrais e compressão de raízes nervosas.

O diagnóstico preciso é importante e não depende apenas do exame de imagem, como ressonância magnética, tomografia e raio x, mas também de um exame físico detalhado que busque o foco da dor.

O tratamento pode ser realizado de várias formas, através de métodos conservadores como acupuntura, fisioterapia, medicamentos, terapia por ondas de choque. Assim como por procedimentos intervencionistas minimamente invasivos, como bloqueios diagnósticos, infiltrações articulares e rizotomias (radiofrequência). Cada indivíduo precisa ser avaliado corretamente para se obter um tratamento adequado.

DOR ONCOLÓGICA

A dor pode ser definida como uma experiência sensitiva e emocional desagradável. O paciente oncológico pode experimentar a dor por diversos motivos, direta ou indiretamente relacionados ao tumor. Um manejo adequado precoce desses sintomas pode não somente melhorar a qualidade de vida, com o paciente retornando às suas atividades sociais e melhor convívio familiar, mas também aumentar a expectativa de sobrevida desses pacientes.

Embora seja algo frequente no decorrer da doença, a dor é subtratada em cerca de 50-80% dos casos. Dentre esses, muitos experimentam dor severa. Parte do subtratamento vem do desconhecimento e do preconceito em relação ao uso das medicações adequadas. Muitos pacientes associam o uso de opioides a um mau prognóstico da doença, quando na verdade por muitas vezes, eles não estão diretamente associados. Outro ponto que abrange inclusive os médicos que, deveriam ser prescritores conhecedores, é o medo da dependência e do abuso das medicações, como a morfina. A diferença entre tolerância, vício e dependência deve ser esclarecida para o paciente. Todos merecem tratamento adequado e selecionado para cada tipo de doença.

Alguns tipos de tumor podem ter sua dor controlada a partir de bloqueios guiados por imagem, bem como colocação de catéteres e bombas infusoras de medicações. Esses procedimentos, quando indicados, podem ser realizados em qualquer momento do tratamento, e quanto mais precoce for o controle da dor, melhor será a qualidade de vida do paciente, possibilitando-o inclusive de realizar o tratamento adequado para sua doença.

Proloterapia

Proloterapia tem sido utilizada na prática clínica por mais de 80 anos para o tratamento
de diversas condições musculoesqueléticas crônicas. Formalixada por Dr. George Hackett em
1950, é uma prática eficaz para o tratamenyo de frouxidão ligamentar e artrites. O interesse
por essa técnica tem se intensificado nas últimas duas décadas tanto entre os médicos quanto
entre os pacientes, junto com isso também aumentou o número de publicações sobre essa
modalidade de tratamento.

A proloterapia é uma técnica não cirúrgica onde é introduzido por meio de agulha uma
subst6ancia irritativa no local afetado (tendão, articulação, ligamentos).Usualmente essas
soluções contém dextrose (d-glicose), mas pode conter também zinco, manganês, ozônio,
fenol, glicerina. A forma mais comum é o uso de glicose entre 12,5% -25%.

A dextrose hipertônica age desidratando as células no local de injeção, gerando um
trauma tecidual, que por sua vez atrai granulócitos e macrófagos, promovendo cicatrização.
O mecanismo de ação por trás da proloterapia ainda não está bem estabelecido. Contudo,
teorias recentes suportam que a injeção desse proliferante mimetiza o processo de cicatrização
natural, iniciando uma cascata inflamatória, com liberação de trigers que liberam fatores de
crescimento e deposição de colágeno. In vitro, fatores de crescimento promovem expressão de
colágeno tipo 1 e 3 nos tenócitos. In vivo, concentrações acima de 10% agem através de
mecanismos inflamatórios, enquanto concentrações mais baixas são consideradas não
inflamatórias.

Embora seu mecanismo de ação seja ainda incerto devido a falta de estudos adequados,
a proloterapia tem ganhado cada vez mais espaço tanto pela seu efeito promissor quanto pelo
seu baixo custo. Usualmente são realizadas injeções seriadas (até 6 vezes) com intervalo de 3 a
4 semanas entre elas.

O que é dor?

A dor é definida como uma “experiência sensorial e emocional associada à lesão tecidual atual ou potencial, ou descrita dessa forma”.  Ela pode ser aguda ou crônica, dependendo do tempo de duração.

Cada indivíduo experimenta a dor de maneira diferente sensorial, comportamental, afetiva e cognitivamente, e deve ser tratado de forma personalizada para ser direcionado para o melhor tratamento.

Dentro da avaliação inicial da dor devemos investigar os eventos relacionados aos sintomas, o tipo de investigação prévia que já foi realizada (exames), os tratamentos que funcionaram e os que não funcionaram, e as medicações que o paciente está utilizando. Um exame físico criterioso é fundamental para se chegar ao diagnóstico.

A dor é uma das maiores responsáveis por afastamento do trabalho no mundo. O paciente sofre também com prejuízos nas suas atividades sociais e familiares, o que pode acarretar em distúrbios como ansiedade e depressão. O tratamento adequado por muitas vezes possibilita esse indivíduo a retornar a sua rotina, visando restabelecer o seu bem estar físico e mental.