Proloterapia

Proloterapia tem sido utilizada na prática clínica por mais de 80 anos para o tratamento
de diversas condições musculoesqueléticas crônicas. Formalixada por Dr. George Hackett em
1950, é uma prática eficaz para o tratamenyo de frouxidão ligamentar e artrites. O interesse
por essa técnica tem se intensificado nas últimas duas décadas tanto entre os médicos quanto
entre os pacientes, junto com isso também aumentou o número de publicações sobre essa
modalidade de tratamento.

A proloterapia é uma técnica não cirúrgica onde é introduzido por meio de agulha uma
subst6ancia irritativa no local afetado (tendão, articulação, ligamentos).Usualmente essas
soluções contém dextrose (d-glicose), mas pode conter também zinco, manganês, ozônio,
fenol, glicerina. A forma mais comum é o uso de glicose entre 12,5% -25%.

A dextrose hipertônica age desidratando as células no local de injeção, gerando um
trauma tecidual, que por sua vez atrai granulócitos e macrófagos, promovendo cicatrização.
O mecanismo de ação por trás da proloterapia ainda não está bem estabelecido. Contudo,
teorias recentes suportam que a injeção desse proliferante mimetiza o processo de cicatrização
natural, iniciando uma cascata inflamatória, com liberação de trigers que liberam fatores de
crescimento e deposição de colágeno. In vitro, fatores de crescimento promovem expressão de
colágeno tipo 1 e 3 nos tenócitos. In vivo, concentrações acima de 10% agem através de
mecanismos inflamatórios, enquanto concentrações mais baixas são consideradas não
inflamatórias.

Embora seu mecanismo de ação seja ainda incerto devido a falta de estudos adequados,
a proloterapia tem ganhado cada vez mais espaço tanto pela seu efeito promissor quanto pelo
seu baixo custo. Usualmente são realizadas injeções seriadas (até 6 vezes) com intervalo de 3 a
4 semanas entre elas.

O que é dor?

A dor é definida como uma “experiência sensorial e emocional associada à lesão tecidual atual ou potencial, ou descrita dessa forma”.  Ela pode ser aguda ou crônica, dependendo do tempo de duração.

Cada indivíduo experimenta a dor de maneira diferente sensorial, comportamental, afetiva e cognitivamente, e deve ser tratado de forma personalizada para ser direcionado para o melhor tratamento.

Dentro da avaliação inicial da dor devemos investigar os eventos relacionados aos sintomas, o tipo de investigação prévia que já foi realizada (exames), os tratamentos que funcionaram e os que não funcionaram, e as medicações que o paciente está utilizando. Um exame físico criterioso é fundamental para se chegar ao diagnóstico.

A dor é uma das maiores responsáveis por afastamento do trabalho no mundo. O paciente sofre também com prejuízos nas suas atividades sociais e familiares, o que pode acarretar em distúrbios como ansiedade e depressão. O tratamento adequado por muitas vezes possibilita esse indivíduo a retornar a sua rotina, visando restabelecer o seu bem estar físico e mental.