O que é?

A dor pode ser definida como uma experiência sensitiva e emocional desagradável. O paciente oncológico pode experimentar a dor por variados motivos, sejam direta ou indiretamente relacionados ao tumor. 

Causas

A dor nos pacientes oncológicos pode ser proveniente da própria doença (inflamatória, infiltração local, metástase) ou do seu tratamento (quimioterapia, radioterapia e cirurgias). O paciente pode experimentar a dor em diversas etapas, podendo a mesma estar ausente em algumas fases. O seu surgimento pode não estar diretamente relacionado ao prognóstico, sendo comum inclusive nos pacientes já curados. 

Tratamento

Um manejo adequado precoce desses sintomas pode não somente melhorar a qualidade de vida, com o paciente retornando às suas atividades sociais e melhor convívio familiar, mas também aumentar a expectativa de sobrevida desses pacientes. 

Embora seja algo frequente no decorrer da doença, a dor é subtratada em cerca de 50-80% dos casos. Dentre esses, muitos experimentam dor severa. Parte do subtratamento vem do desconhecimento e do preconceito em relação ao uso das medicações adequadas. Muitos pacientes associam o uso de opioides a um mau prognóstico da doença quando, na verdade, eles não estão diretamente associados. Outro ponto que abrange inclusive os médicos que deveriam estar familiarizados com essa classe de medicações, é o medo da dependência e do abuso dessas substâncias, como no caso da morfina. A diferença entre tolerância, vício e dependência deve ser esclarecida para o paciente. Todos merecem tratamento adequado e selecionado para cada tipo de doença.

Alguns tipos de tumor podem ter sua dor controlada a partir de bloqueios guiados por imagem, bem como colocação de catéteres e bombas infusoras de medicações. Esses procedimentos quando indicados, podem ser realizados em qualquer momento do tratamento, e quanto mais precoce ocorrer o controle da dor melhor será a qualidade de vida do paciente, possibilitando-o inclusive de realizar o tratamento adequado para sua doença.